Não tendo sido possível, à data da crónica anterior de Gonçalo Guerra, chegar à fala com Pedro Maia, conhecido "mental académico" totalista da festa coimbrã em toda a linha,( uma vez que estava em período de convalescença), eis que o Núcleo surpreende ao obter um furo jornalístico de última hora. Pedro Maia concede entrevista exclusiva apresentando-se com um discurso fluente e lapidar.
Núcleo Duro: Boa Dia Pedro,( são neste momento 18h e o colosso acaba de acordar) antes de mais deixe-me perguntar como se sente depois desta importante marca na sua carreira?
Pedro Maia: Bem, penso que é positivo, esforcei-me muito desde o primeiro dia, foi o concretizar de um sonho, de um projecto de vida para o qual me comecei a preparar desde tenra idade, se bem me recordo 12 aninhos. Passado todo este tempo e depois de muita persistência e dedicação fico satisfeito por ver que o trabalho deu frutos e atingi uma das metas universitárias a que me prupus.
ND: Onde começou a dar os primeiros passos nesta arte de se enfardar rudemente?
PM: (interrupção para um guronzan)...Sabe, todo o meu degredo começou em Coimbra, minha cidade, meu berço, à qual muito tenho de agradecer pelo propício ambiente para o desenvolvimento da minha arte e ocupação principal. Sempre fui precoce, comecei aos 12 anos (o repórter do núcleo engasga-se) no saudoso parque da cidade durante uma queima das fitas, comecei, como vê, logo pelos grandes palcos embora estivesse longe de imaginar o feito que mais tarde viria a conseguir. Posteriormete lancei-me no João Ratão, onde os meus amigos, como meninos que são, nunca puseram os pés tendo prosseguido com fugazes passagens pelo bigorna, piano, insónias, twisted, shots, go between entre outros. O caminho até ao sucesso foi tortuoso. Mais tarde iniciei-me no whisky cola, tendo aí descoberto a minha paixão. Desde então tenho marcado presença nos meus locais de eleição para trabalhar com a classe que me reconheço, como o Pintos, o bar do DEC, o José Manuel dos Ossos, o Couraça, O Costa, O Pátio, tasca de santana,entre outros, sempre trabalhando com afinco na ingestão do whisky cola. Tenho também praticado o mergulho em piscinas em espaços públicos, técnica que aprendi em Erasmus e continuei a praticar no MUSICAIS, na Fig. da Foz. Uma menção especial para os meus actuais Sponsors (Café-bar "Rekinte") que muito me ajuda com as litradas sociais que me dispensa e para os jardins da AAC, ode exibo com orgulho minha sarda. Igualmente um muito obrigado Ao NB pelas monumentais Fardas com que me presenteia.
ND: Contudo, foi na Festa Universitária que mais se evidenciou. Como começou essa saga?
PM: É verdade, nutro um especial carinho pelas bebedeiras académicas. (pausa na entrevista para que o entrevistada fizessse uma rápida visita ao Mac Drive a fim de forrar o estômago com aquilo que é a sua poção gaulesa, 2 big Macs). Tudo começou com os meus amigos, também eles fortes na arte do enfardamento, uns mentais à minha semelhança mas sem o élan e consistência que me caracterizam. Outro forte impulso foi o exame de IECA, ao qual.....(faz-se silêncio, PM quase que se vai abaixo) bem, ao qual não pude comparecer por motivos nobres. Sabe, eu empenho-me muito na minha profissão e, como tal, na véspera do exame não deixei os meus créditos por mãos alheias e alcoolizei-me à antiga no Vinyl, logo, sendo civil um hobby teve de ficar para segundo plano. Eu sabia que haveria mais oportunidades para me divertir com IECA, já oportunidades de trabalho na noite não aparecem todos os dias. Desde então que fui apontado como uma estrela em ascensão, um prodígio.
ND: Depois de ter alcançado este curriculo quais são os seus planos para o futuro?
PM: Como ambicioso que sou quero sempre mais, nunca estou satisfeito, por isso espero continuar a exibir-me a este nível começando já hoje por chegar a casa ás 7h depois de 2 litradas e 9 whisky cola e continuando a minha saga às terças, quintas, sábados e por vezes uma ou outra segunda feira. Para além disso, agora que recuperei da lesão no fígado, depois de uma entrada mais violenta durante a latada, espero marcar presença na golegã e em Madrid uma vez que é preciso jogar pela selecção para ganhar o Barril de Ouro, no final do ano, atribuído pelo Núcleo. (desta feita PM ingere uma água das pedras e coloca um pouco de gelo na região das têmporas) Espero assumir-me como o candidato mais forte ultrapassando a concorrência do grande Ouriço, um candidato sempre a ter em conta e de legalize de quem já muito se falou.
ND: Pm que conselho pode dar aos jovens que querem ser bêbedos de competição e que vêm em si um exemplo?
PM: Digo-lhes que só conseguem lá chegar com muito trabalho e muita dedicação. Talvez começarem por um tinto com cereais logo pela manhã, uma litradazinha tranquilo a meio da manhã, só para manter o andamento, ao almoço recomedo uns finitos, para não enjoar, o mesmo se repetindo durante a tarde. Já da parte da noite, onde tudo acontece, nunca menos de uma garrafa de whisky para cada um. Se querem chegar onde cheguei é preciso saber sofrer. Como dizia o meu treinados, Luís Silva, "PM!!!!! é beber até caír!", no fundo sou como a Vanessa Fernandes com a diferença que ela sofre até caír e eu bebo até cair.
E pronto, foi a repotragem possível com Pedro Maia, esse colosso do alcoolismo e da cowboyada académica, que afirmou por último ser um dos seus sonhos a longo prazo "marcar presença na Oktober Fest" para " dar um baile aos alemães que são uns meninos e mostrar-lhes quem é o pai". Este é PM que, tendo renovado contrato por mais um semestre, continuará a espalhar a sua magia em elevados e ruas perto de si.
DO NÙCLEO PARA TI: "ABRAÇOS".
ps- às 20h no costa.
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3 comentários:
errata: é propus e não prupus. No fim do texto é elevadores enão elevados. Peço desculpa pelos lapsos. Isto de escrever à pressa para o fecho da edição nem sempre é boa política.
Às 20h no Costa mas segundo o sr. blogger postaste isto às 20h49... Preciso dizer alguma coisa mais? :u
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